.

.
Clique na imagem acima para acessar nossa nova página no Facebook e interagir com outros leitores e comigo

domingo, 21 de maio de 2017

E o Império do czar Putin persegue mais um grupo: as Testemunhas de Jeová na Rússia


Em 20 de abril último, a Suprema Corte da Rússia decidiu favoravelmente à ação aberta pelo Ministério da Justiça contra a organização das Testemunhas de Jeová no país. Desde então, a denominação é considerada um “grupo extremista” no país, o que tem piorado e legitimado a perseguição que o grupo já sofria na Federação Russa. De acordo com relatos da própria Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados da Pensilvânia (a principal organização das Testemunhas de Jeová no mundo), membros da denominação têm sido atacados na rua, suas contas bancárias têm sido bloqueadas e seus salões de culto têm sido dessacralizados.

A acusação contra as Testemunhas de Jeová é a de que quebraram uma lei de 2002, frequentemente usada contra grupos que o governo encara como inimigos. A lei proíbe que grupos religiosos – com exceção da Igreja Ortodoxa Russa – afirmem pregar a única verdade (o que fazem as testemunhas de Jeová, e muitos outros). Além disso, o pacifismo e não envolvimento com a vida eleitoral ensinados pelo grupo é a razão para que seja classificado como “extremista”. Assim, as testemunhas de Jeová estão na mesma classificação da al-Qa'ida e do Estado Islâmico, por exemplo!

Não sou um Testemunha de Jeová e, pessoalmente, não tenho nenhuma simpatia por suas crenças, mas seria inaceitável me calar diante de tamanha violação aos seus direitos humanos básicos. A acusação e a pena contra as Testemunhas de Jeová na Rússia é uma afronta à humanidade de todos nós – assim como o é a perseguição sofrida por todos os grupos religiosos dissidentes na Rússia e em todas as outras partes do mundo, apenas por suas práticas pacíficas e de não participação com a vida “secular” serem percebidas como um desafio ao cetro do poder estabelecido.

O direito humano de acreditar no que quer e de expressar essa crença de forma não violenta é mais importante do que qualquer lei que o subtraia. Essa é a base de minha fé religiosa e de meu credo político. E realmente não importa o quanto eu discorde das ideias defendidas pelos demais: se eles têm seu direito violado, o meu próprio se foi com eles. É uma vergonha que isso ocorra em pleno século XXI.

+Gibson